Câmara se adapta para receber o primeiro parlamentar com deficiência visual

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Brasília (DF) – Os parlamentares dos próximos quatro anos de governo foram escolhidos. Agora a casa do povo, tem que se adaptar às necessidades dos representantes da população. Um deles é Felipe Rigoni (PSB), eleito para deputado federal no Espírito Santo.

Felipe é deficiente visual e a cegueira total veio aos 15 anos de idade, após o diagnóstico de uma inflamação ocular chamada uveíte. Após as várias cirurgias, ele perdeu a visão.

O capixaba tem 27 anos de idade e recebeu mais de 84 mil votos na eleição 2018, foi a segunda maior votação para o cargo do estado.

Após o período de adaptação, ele percebeu que a educação era o melhor caminho para a sua independência. E assim, ele trilhou a sua rota até chegar à Câmara dos Deputados. Engenheiro de Produção pela Universidade Federal de Ouro Preto e Mestre em Políticas Públicas, pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, ele ergue a bandeira das pessoas com deficiência.

“Teremos três grandes linhas de atuação: A eficiência do governo, com combate à corrupção, transparência e participação popular para garantir decisões melhores e mais eficientes; a educação básica, com enfoque claro na inclusão e na diversidade, por conta da minha deficiência e das necessidades das pessoas com deficiência e das outras minorias; e, por último, o fortalecimento da economia”, explica Rigoni.

Com a chegada de Rigoni ao poder, a Câmara dos Deputados passa por adequações. Ele terá direito a um apartamento funcional e a um gabinete parlamentar adaptado para cego. Além disso, há a expectativa da instalação de rampas, elevadores adaptados.

Mudanças necessárias

A Câmara passa por constantes mudanças para que o local seja, na prática, como a casa do povo. Exemplo disso foi o que aconteceu em 2016. A então deputada federal, Clarissa Garotinho (PR-RJ), levou o seu filho de quatro meses para o trabalho no gabinete. Foi quando ela precisou trocar a fralda da criança que ela percebeu que não existiam fraldários na Câmara dos Deputados.

Então ela apresentou um projeto de resolução que dispunha sobre a instalação de fraldários na Câmara com espaços para a amamentação. Na hora do voto ela explicou a necessidade do espaço para os pais. “Solicito que a Câmara, que é um espaço público, que se construa um fraldário na Casa, um espaço para as mães, porque temos muitas funcionárias aqui. Eu e a Deputada Jozi estamos com os nossos bebês pequenos e precisamos amamentá-los, por isso precisamos ter esse espaço aqui”, concluiu Clarissa.

O projeto foi aprovado por unanimidade em 2017. E assim, a Câmara dos Deputados vai caminhando para se tornar um lugar em que todos, sem exceção, possam conviver, trabalhar e transitar.

Por Gabbriela Veras /ASCOM PRB Mulher Nacional

*Com informações da Rádio Agência da Câmara dos Deputados

 

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